Juíza aceita denúncia e 12 militares viram réus no caso do carro alvejado em Guadalupe
Na ação do Exército duas pessoas morreram; um músico e um catador de recicláveis.
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| Carro de família foi alvejado por militares em Guadalupe, Zona Norte do Rio — Foto: José Lucena/Futura Press/Estadão Conteúdo |
Em uma
ação do Exército no inicio no dia 8 de abril que terminou na morte de duas
pessoas, um músico e um catador de recicláveis, a juíza federal da Justiça
Militar Mariana Queiroz Aquino aceitou, a denuncia do Ministério Público
Militar, nesse sábado (11), contra 12 militares por ter dispararem dezenas de
tiros em um carro.
Os militares
responderam por homicídio qualificado, tentativa de homicídio qualificado e
omissão de socorro.
O Ministério
Público Militar já havia denunciados os 12 na última sexta-feira (12) pelas
mortes de Evaldo Rosa, o condutor do veiculo, e do catador Luciano Macedo. Os dois
homens foram atingidos por tiros disparados pelos militares, que alegaram terem
confundidos o carro com o de assaltantes.
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| Catador Luciano Macedo é a segunda vítima dos mais de 80 tiros disparado por militares — Foto: Reprodução/TV Globo |
Segundo
documentos do MP Militar, o laudos mostram que foram disparados 257 tiros de
fuzil e de pistola. O carro do músico que faleceu na hora, recebeu 62 disparos.
O sogro de Evaldo, Sergio Gonçalves de Araújo, ficou ferido por tiros.
No carro
estavam também a esposa de Evaldo, o filho do casal e uma amiga deles, mas
nenhum foi ferido.
O catador
que passava pelo local, Luciano Macedo, tentou ajudar Evaldo Santos, mas foi
atingido também e morreu dias depois no hospital. Evaldo seguia com a sua
família para um chá de bebê quando foi surpreendido por tiros dos militares em
Guadalupe.
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| Músico Evaldo Rosa, condutor do carro e morto pelos militares |
Os militares denunciados são:
·
Italo da Silva Nunes
·
Fabio Henrique Souza
·
Paulo Henrique Araújo
·
Leonardo Oliveira de Souza
·
Wilian Patrick Pinto
·
Gabriel Christian Honorato
·
Matheus Sant'Anna Claudino
·
Marlon Conceição da Silva
·
João Lucas da Costa
·
Gabriel da Silva de Barros
·
Vitor Borges de Oliveira
·
Leonardo Delfino Costa
O Comando Militar do Leste não
quis falar sobre o caso. Mas em nota, o advogado Paulo Henrique de Melo,
considera a denuncia prematura.
"A
defesa entende que a denúncia é prematura e que a instrução processual vai
demonstrar que os agora réus agiram nos termos da lei, em defesa de terceiros e
em decorrência de injusta agressão. Importante frisar que a denúncia está
lastreada em 'provas' produzidas unilateralmente, sem contraditório. A defesa
confia na Justiça e aguardará o desenrolar do processo e das provas a serem
produzidas em juízo."



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