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Após abrirem a fronteiras, venezuelanos vem ao Brasil comprar comida


Depois de 78 dias fechada, fronteira reabriu na última sexta-feira (10)


Veículos passam por fiscalização ao entrar no Brasil — Foto: Jackson Félix/G1 RR


Na divisa entre Brasil e Venezuela o movimento de pessoas e carro foi intenso na manhã desse sábado (11), depois das reaberturas das fronteiras. Na cidade de Pacaraima, carros e pessoas cruzavam os dois países sem problemas.

Pelo lado venezuelano, havia filas de carros para comprar comida no lado brasileiro. Depois das 9h da manhã, começou a ter filas para entrarem no Brasil.

Na última sexta-feira (10) o vice-presidente da Venezuela havia dito que as fronteiras entre os dois países seria reaberta. No mesmo dia, cerca de 400 carros já aguardavam para entrarem no Brasil, estimou o Ministério de Abastecimento, Pecuária e Agricultura (Mapa) órgão que fiscaliza a região em parceria com a Polícia Rodoviária.

"Com a fronteira aberta é muito melhor para comprar. Os produtos aqui (em Roraima) são mais acessíveis. Com a fronteira fechada, a situação estava muito ruim, pois a Venezuela não está produzindo nada, o que tem lá são apenas de importações", disse o mecânico Yarcorny Barrio de 43 anos, um dos que cruzaram a fronteira com o Brasil.

"A situação na Venezuela está muito difícil, eu trabalhava em uma empresa de alumínio, mas pagam muito pouco para se viver no país. Graças a Deus abriram a fronteira e tivemos a sorte de passar hoje", explicou o venezuelano Davi Willán, de 51 anos, que junto da sobrinha Leomaris Rodriguez, pretende ir a Boa Vista, para se encontrar com a mulher e os filhos.



Davi Millán, de 51 anos, e a sobrinha Leomaris Rodriguez, de 18 anos, entram no Brasil após fronteira ser reaberta — Foto: Jackson Félix/G1 RR

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